segunda-feira, 18 de junho de 2012

A Cruz de Jesus


  A CRUZ DE JESUS

“Mateus 16:24-27”   24 Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; 25 Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. 26 Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? 27 Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras.

Cruz para as pessoas é sinônimo de sofrimento, de tristeza, de vergonha, de abnegação, de dor. Muitas vezes o inimigo quer nos fazer acreditar que andar com Deus reconhecendo nosso verdadeiro chamado é sofrimento, é pesado e que nos leva à morte.
Muitas vezes, no geral, cristãos e não cristãos vemos as pessoas falando:
• “essa é a minha cruz”
• “esse problema vou carregar pra sempre, afinal todos temos uma cruz pra carregar”
• “você nem imagina o que estou passando, minha cruz é pesada mesmo”.

Jesus usa a cruz para simbolizar uma vida de serviço, uma vida de amor ao próximo, uma vida de lutas diárias, uma vida de verdadeira batalha entre a carne e o espírito.

Na vida de serviço - temos muitas vezes que nos sacrificar pela causa. Se assim não o fizermos, corremos o risco de nos tornar cristãos nominais, infrutíferos, acomodados, preguiçosos, sedentários. Lembrando sempre que não foi para isto que fomos chamados e comissionados e que toda árvore que não der fruto, será cortada e lançad
a no fogo eterno.

Uma vida de lutas diárias – São tantas lutas! O desemprego, a violência, a banalização da vida, da moral, dos bons costumes e do sagrado, a marginalidade, a criminalidade, a miséria, a prostituição infantil, a corrupção e todo o lixo que estão nos oferecendo, a criação dos filhos e a luta para mantê-los afastados disto tudo.

Ainda temos a luta entre a carne e o espírito - que é uma luta interminável, sem trégua e de alto poder de destruição.

Uma vida de amor ao próximo – Esta é, sem duvida, uma cruz pesadíssima. Precisamos amar respeitando as diferenças e as liberdades individuais. Precisamos entender que ás vezes queremos o que achamos melhor para o outro, que acha justamente o contrário e nem acha que o nosso melhor é bom para ele.

Somos tentados pela sensualidade excessiva, promíscua e vulgar. Somos tentados pela impunidade daqueles que enriquecem ilicitamente, enquanto se você fizer cálculos, precisará viver quinhentos anos trabalhando honestamente para conseguir o que o desonesto ajuntou em apenas meses.

“Lucas 23:26,27”   26 E quando o iam levando, tomaram um certo Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para que a levasse após Jesus. 27 E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e o lamentavam.

            O que todo o povo fazia? Lamentavam aquela situação, pois sabiam que Jesus era profeta e todos os que se achegavam a Ele eram curados.
            Então, porque ninguém tomou a iniciativa de ajudar a Jesus a carregar a cruz?
• Medo de apanhar junto, de ser chicoteado?
• O peso da cruz, de não agüentar, cansaço?
• Se expor, pressupondo ser seguidor de Jesus?
• Vergonha?

QUAL O RECADO DO DIABO AO FAZER SIMÃO CARREGAR A CRUZ COM JESUS?

            Até aquele momento, ninguém percebera o verdadeiro propósito da cruz, As possibilidades de Deus naquele momento iam muito além daquilo que é simplesmente natural.       Às vezes vamos à igreja, e fazemos tudo certo, porém se não reconhecermos o Senhor em todos os nossos caminhos, jamais conseguiremos cumprir o propósito, porque jamais conseguiremos lidar com as circunstâncias difíceis canalizando-as para serem transformadas em poder, e jamais conseguiremos perceber ao Senhor a ponto de se tornar amigo Dele.
            Simão foi obrigado a levar a cruz após Jesus, o inimigo quer nos constranger e dar o recado que levar a cruz de Jesus leva para o lugar (caminho) de morte, mas antes da morte há muito sofrimento.

QUAL O RECADO DE DEUS PARA NÓS AO VERMOS SIMÃO CARREGANDO A CRUZ?

Não sabemos como foi a vida de Simão dali pra frente. Mesmo que tudo isto tenha acontecido, aqueles poucos minutos em que ele carregou a cruz pra Jesus foi de um alívio enorme. Jesus pôde descansar, pôde respirar para continuar a sua caminhada rumo ao calvário, para morrer em nosso lugar.
Talvez, aqueles poucos minutos tenha lhe valido a salvação. Talvez Jesus estivesse esperando este gesto daqueles que, por três longos anos, o seguiram de perto, comendo com Ele, caminhando com Ele, presenciando os Seus sinais, as Suas curas e maravilhas.
             O recado de Deus é: quero ver vocês desprendidos, sem medos, sem vergonha, dispostos, cheios de ânimo e, sobretudo participantes da obra da cruz.

                 “Filipenses 3: 7-11” 7 Mas o que para mim era ganho considerei-o perda por causa de Cristo. 8 E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa ganhar a Cristo, 9  E seja achado Nele, não tendo justiça própria, que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; 10 Desejo conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; 11 Para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dentre os mortos.

O maior anseio na vida de Paulo era conhecer a Cristo e experimentar de modo mais íntimo sua comunhão e presença. Nessa busca vemos os seguintes aspectos:

1) Conhecer a Cristo pessoalmente, bem como a seus caminhos, sua natureza e caráter, segundo a revelação da Palavra de Deus. O verdadeiro conhecimento de Cristo envolve ouvirmos a sua palavra, seguirmos o seu Espírito, atendermos a seus impulsos com fé, verdade e obediência, e identificar-nos com seus interesses e propósitos.
2) Ser achado em Cristo (9) ser unido e ter comunhão com Ele produz a justiça que somente é experimentada com dom de Deus.
3) Conhecer o poder da sua ressurreição (10) experimentar a renovação da vida espiritual, o livramento do poder do pecado e experimentar o poder do Espírito Santo para levar a efeito um testemunho eficaz, a cura, os milagres e, finalmente, a nossa própria ressurreição dentre os mortos.
4) Compartilhar das aflições de Cristo mediante a abnegação, a crucificação da carne e o sofrimento por amor a Cristo e à sua causa.

              Essa precisa ser também a nossa busca. Precisamos nos aproximar de Jesus com muita sede, caminhando com Ele lado a lado, tornando-o nosso melhor amigo. E essa amizade tem a ver com o poder de Deus, o compartilhar e participar do sofrimento de Jesus fala de não se preservar, mas se doar para investir naquilo que faz parte do Senhor Jesus e de suas obras.
              Uma igreja de avivamento é uma igreja que aprendeu a conhecer o Senhor, a ser amigo de Deus, e por conseqüência dessa amizade liberar o poder de ressurreição nas vidas, desfazendo as obras do diabo e finalmente uma igreja que aprendeu a experimentar juntamente com Cristo o seu sofrimento.
                O cristianismo de Cristo é de vitória, paz, prosperidade, autoridade, cura, poder; mas também é um evangelho que tem a ver com perdas, sofrimento, dano porque estamos em uma guerra e não há possibilidade de entrar em uma guerra sem perdas.
                Que tipo de cristãos queremos ser?
• Cristão natural, que vê os milagres acontecerem mas não participam dos caminhos que Deus quer levar, mesmo sendo eles caminhos de cruz? Ou,
• Participar caminhando junto do Senhor reconhecendo-o e conhecendo-o mais e mais a cada dia, a ponto de se alegrar  em todas as situações, estando dispostos muitas vezes a sofrer, ser humilhado, ser injustiçado, se decepcionar com situações?

“Lucas 23:33” 33 Quando chegaram ao lugar chamado Caveira, ali crucificaram Jesus e com Ele outros dois criminosos, um à direita e outro à esquerda.

Todos nós conhecemos, muito bem, a história da crucificação. O que queremos mostrar agora é como cada um lida com a sua própria CRUZ.

JESUS – O momento mais difícil da sua vida, que foi o momento da cruz, Ele não perdeu o amor, não colocou em primeiro lugar os Seus projetos pessoais, não achou que cada um deveria se responsabilizar pelos seus próprios pecados e delitos, não julgou se merecíamos ou não. Simplesmente Jesus encarou a cruz, com a mesma devoção e determinação com que pregou o evangelho, com que curou os enfermos, com que libertou os cativos.
 Mesmo na cruz, no momento de maior dor, Ele perdoou os seus agressores.

Vamos deixar de lado a condição social dos dois homens. Não vamos falar em dois criminosos, mas em duas pessoas. Eles, mesmo que tivessem cometido delitos e crimes, eram pessoas, eram gente, sentiam dores, vergonha e medo da morte.

• Um deles insultava a Jesus dizendo: “Lucas 23:39” 39 E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.
Realmente, a Bíblia fala que ele insultava. Mas, analisando bem, nos seus medos, e na sua vã maneira de viver ele falava: sei, sei, Deus? aah sim, se ele existe mesmo, então que venha nos salvar...
 Quantas vezes nós mesmos já insultamos a Jesus com as nossas orações exigentes, cobradoras e cheias de determinações!
 Talvez, na maneira deste criminoso viver, esta foi uma oração mal feita.

• O outro homem que estava crucificado, dando uma de crente desviado, teve quatro reações:
 Primeira reação: Temor a Deus.
 “Lucas 23:40” Tu nem ao menos temes a Deus. Que reação honrosa para quem esta prestes a morrer e morrer por morte de cruz!


Segunda reação: Honestidade.
“Lucas 23:41” Nós estamos recebendo o que merecemos. Ele não pôs a culpa no diabo, na sociedade, no governo, no capitalismo, na globalização no meio ambiente. Não argumentou ser negro, favelado e pobre, não disse que não tivera oportunidade de estudar, pois o pai dele era alcoólatra e violento. Não se queixou da sua igreja, da denominação, do seu pastor, do discipulador e da visão da igreja. 
Terceira reação: Justiça.
 “Lucas 23:41” Mas este nenhum mal fez. Ele fez esta declaração sem a menor garantia de perdão e salvação. Talvez, muitos de nós pensasse assim: “Ele não está aqui à toa. Alguma coisa ele fez”.
 Quarta reação: Humildade.
 “Lucas 23:42” Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino. Ele creu em Jesus, mesmo que a aparência da situação mostrasse um Jesus derrotado, humilhado e sofrido.

CONCLUSÃO:

Todos nós aceitamos a sugestão de Jesus e tomamos a nossa cruz. Umas mais leves, outras mais pesadas, outras quase insuportáveis. Mas como estamos lidando com elas?

De repente, sem ter um porquê, fomos levados a carregar a cruz de alguém, ou carregar alguém que é uma cruz, como se fôssemos o Simão da época moderna. Estamos no meio da multidão, onde tem gente mais importante, mais forte, mas nós fomos os escolhidos a carregar esta cruz.

• Talvez você seja alguém desiludido com a vida, com o casamento em ruínas, com os filhos perdidos, com a vida financeira desmoronada, decepcionado com a igreja.
• Talvez você tenha errado, pecado e as conseqüências chegaram agora; a crucificação esta sendo feita. E esta crucificação está insuportável, dolorida demais, vergonhosa demais, a ponto de você achar que Deus o abandonou e até orar duvidando da divindade de Jesus.
• Talvez você seja inocente, e esteja sendo crucificado por pura injustiça.
• Talvez você nunca terá um reconhecimento, mas carregue esta cruz.

Jesus está nos dizendo: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”

Este paraíso pode não ser o céu, uma mansão celestial cheia de glória e de alegria, mas, o paraíso hoje pode ser a solução dos seus problemas, sim, hoje mesmo, aqui e agora.


Que tipo de aproximação queremos ter do Senhor Jesus?

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