A CRUZ DE JESUS
“Mateus 16:24-27”
24 Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim,
renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; 25 Porque aquele
que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de
mim, achá-la-á. 26 Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se
perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? 27 Porque o
Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a
cada um segundo as suas obras.
Cruz para as
pessoas é sinônimo de sofrimento, de tristeza, de vergonha, de abnegação, de
dor. Muitas vezes o
inimigo quer nos fazer acreditar que andar com Deus reconhecendo nosso
verdadeiro chamado é sofrimento, é pesado e que nos leva à morte.
Muitas
vezes, no geral, cristãos e não cristãos vemos as pessoas falando:
•
“essa é a minha cruz”
•
“esse problema vou carregar pra sempre, afinal todos temos uma cruz pra
carregar”
•
“você nem imagina o que estou passando, minha cruz é pesada mesmo”.
Jesus usa a cruz para simbolizar uma
vida de serviço, uma vida de amor ao próximo, uma vida de lutas diárias, uma
vida de verdadeira batalha entre a carne e o espírito.
Na vida
de serviço - temos
muitas vezes que nos sacrificar pela causa. Se assim não o fizermos, corremos o
risco de nos tornar cristãos nominais, infrutíferos, acomodados, preguiçosos,
sedentários. Lembrando sempre que não foi para isto que fomos chamados e
comissionados e que toda árvore que não der fruto, será cortada e lançad
a no fogo eterno.
Uma vida
de lutas diárias – São tantas lutas! O desemprego, a violência, a banalização da vida,
da moral, dos bons costumes e do sagrado, a marginalidade, a criminalidade, a
miséria, a prostituição infantil, a corrupção e todo o lixo que estão nos
oferecendo, a criação dos filhos e a luta para mantê-los afastados disto tudo.
Ainda
temos a luta entre a carne e o espírito - que é uma luta interminável, sem trégua e de
alto poder de destruição.
Uma vida
de amor ao próximo – Esta é, sem duvida, uma cruz pesadíssima. Precisamos amar respeitando
as diferenças e as liberdades individuais. Precisamos entender que ás vezes
queremos o que achamos melhor para o outro, que acha justamente o contrário e
nem acha que o nosso melhor é bom para ele.
Somos tentados pela sensualidade excessiva,
promíscua e vulgar. Somos tentados pela impunidade daqueles que enriquecem
ilicitamente, enquanto se você fizer cálculos, precisará viver quinhentos anos
trabalhando honestamente para conseguir o que o desonesto ajuntou em apenas
meses.
“Lucas 23:26,27” 26
E quando o iam levando, tomaram um certo
Simão, cireneu, que vinha do campo, e puseram-lhe a cruz às costas, para que a
levasse após Jesus. 27 E seguia-o
grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e o
lamentavam.
O que todo o povo fazia? Lamentavam
aquela situação, pois sabiam que Jesus era profeta e todos os que se achegavam
a Ele eram curados.
Então, porque ninguém tomou a
iniciativa de ajudar a Jesus a carregar a cruz?
• Medo
de apanhar junto, de ser chicoteado?
• O peso
da cruz, de não agüentar, cansaço?
• Se
expor, pressupondo ser seguidor de Jesus?
•
Vergonha?
QUAL O
RECADO DO DIABO AO FAZER SIMÃO CARREGAR A CRUZ COM JESUS?
Até aquele momento, ninguém percebera
o verdadeiro propósito da cruz, As possibilidades de Deus naquele momento iam muito
além daquilo que é simplesmente natural.
Às vezes vamos à igreja, e fazemos tudo certo,
porém se não reconhecermos o Senhor em todos
os nossos caminhos, jamais
conseguiremos cumprir o propósito, porque jamais conseguiremos lidar com as
circunstâncias difíceis canalizando-as para serem transformadas em poder, e
jamais conseguiremos perceber ao Senhor a ponto de se tornar amigo Dele.
Simão foi obrigado a levar a cruz após
Jesus, o inimigo quer nos constranger e dar o recado que levar a cruz de Jesus
leva para o lugar (caminho) de morte, mas antes da morte há muito sofrimento.
QUAL O
RECADO DE DEUS PARA NÓS AO VERMOS SIMÃO CARREGANDO A CRUZ?
Não sabemos como foi a vida de Simão dali pra
frente. Mesmo que tudo isto tenha acontecido, aqueles poucos minutos em que ele
carregou a cruz pra Jesus foi de um alívio enorme. Jesus pôde descansar, pôde
respirar para continuar a sua caminhada rumo ao calvário, para morrer em nosso
lugar.
Talvez, aqueles poucos minutos tenha lhe valido a
salvação. Talvez Jesus estivesse esperando este gesto daqueles que, por três
longos anos, o seguiram de perto, comendo com Ele, caminhando com Ele,
presenciando os Seus sinais, as Suas curas e maravilhas.
O recado de Deus é: quero ver vocês desprendidos,
sem medos, sem vergonha, dispostos, cheios de ânimo e, sobretudo participantes da obra da cruz.
“Filipenses 3: 7-11” 7 Mas o que para mim era ganho considerei-o perda
por causa de Cristo. 8 E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas,
pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri
a perda de todas estas coisas, e as considero como refugo, para que possa
ganhar a Cristo, 9 E seja achado Nele,
não tendo justiça própria, que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a
saber, a justiça que vem de Deus pela fé; 10 Desejo conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição
e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; 11 Para ver se de alguma maneira posso chegar à
ressurreição dentre os mortos.
O maior anseio na vida de Paulo era conhecer a
Cristo e experimentar de modo mais íntimo sua comunhão e presença. Nessa
busca vemos os seguintes aspectos:
1) Conhecer
a Cristo pessoalmente, bem como a seus caminhos, sua natureza e caráter,
segundo a revelação da Palavra de Deus. O verdadeiro conhecimento de Cristo
envolve ouvirmos a sua palavra, seguirmos o seu Espírito, atendermos a seus
impulsos com fé, verdade e obediência, e identificar-nos com seus interesses
e propósitos.
2) Ser
achado em Cristo (9) ser unido e ter comunhão com Ele produz a justiça que
somente é experimentada com dom de Deus.
3) Conhecer
o poder da sua ressurreição (10) experimentar a renovação da vida espiritual,
o livramento do poder do pecado e experimentar o poder do Espírito Santo para
levar a efeito um testemunho eficaz, a cura, os milagres e, finalmente, a
nossa própria ressurreição dentre os mortos.
4) Compartilhar
das aflições de Cristo mediante a abnegação, a crucificação da carne e o
sofrimento por amor a Cristo e à sua causa.
Essa
precisa ser também a nossa busca. Precisamos nos aproximar de Jesus com muita
sede, caminhando com Ele lado a lado, tornando-o nosso melhor amigo. E essa
amizade tem a ver com o poder de Deus, o compartilhar e participar do
sofrimento de Jesus fala de não se preservar, mas se doar para investir
naquilo que faz parte do Senhor Jesus e de suas obras.
Uma
igreja de avivamento é uma igreja que aprendeu a conhecer o Senhor, a ser
amigo de Deus, e por conseqüência dessa amizade liberar o poder de
ressurreição nas vidas, desfazendo as obras do diabo e finalmente uma igreja
que aprendeu a experimentar juntamente com Cristo o seu sofrimento.
O cristianismo de Cristo é de vitória, paz, prosperidade, autoridade, cura,
poder; mas também é um evangelho que tem a ver com perdas, sofrimento, dano
porque estamos em uma guerra e não há
possibilidade de entrar em uma guerra sem perdas.
Que tipo de cristãos queremos ser?
•
Cristão natural, que vê os milagres acontecerem mas não participam dos
caminhos que Deus quer levar, mesmo sendo eles caminhos de cruz? Ou,
•
Participar caminhando junto do Senhor reconhecendo-o e conhecendo-o mais e
mais a cada dia, a ponto de se alegrar em todas as situações, estando dispostos
muitas vezes a sofrer, ser humilhado, ser injustiçado, se decepcionar com
situações?
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“Lucas 23:33” 33 Quando chegaram ao lugar chamado
Caveira, ali crucificaram Jesus e com Ele outros dois criminosos, um à direita
e outro à esquerda.
Todos nós conhecemos, muito bem, a história da
crucificação. O que queremos mostrar agora é como cada um lida com a sua
própria CRUZ.
JESUS – O
momento mais difícil da sua vida, que foi o momento da cruz, Ele não perdeu o
amor, não colocou em primeiro lugar os Seus projetos pessoais, não achou que
cada um deveria se responsabilizar pelos seus próprios pecados e delitos, não
julgou se merecíamos ou não. Simplesmente Jesus encarou a cruz, com a mesma
devoção e determinação com que pregou o evangelho, com que curou os enfermos,
com que libertou os cativos.
Mesmo na cruz, no momento de maior dor, Ele
perdoou os seus agressores.
Vamos deixar de lado a condição social dos dois
homens. Não vamos falar em dois criminosos, mas em duas pessoas. Eles, mesmo
que tivessem cometido delitos e crimes, eram pessoas, eram gente, sentiam
dores, vergonha e medo da morte.
• Um deles insultava a Jesus dizendo: “Lucas 23:39” 39 E um dos malfeitores que estavam pendurados
blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.
Realmente, a Bíblia fala que ele insultava. Mas, analisando
bem, nos seus medos, e na sua vã maneira de viver ele falava: sei, sei, Deus?
aah sim, se ele existe mesmo, então que venha nos salvar...
Quantas
vezes nós mesmos já insultamos a Jesus com as nossas orações exigentes,
cobradoras e cheias de determinações!
Talvez, na maneira deste criminoso viver,
esta foi uma oração mal feita.
• O outro homem que estava crucificado, dando uma
de crente desviado, teve quatro reações:
Primeira
reação: Temor a Deus.
“Lucas 23:40” Tu nem ao menos temes a Deus. Que
reação honrosa para quem esta prestes a morrer e morrer por morte de cruz!
Segunda
reação: Honestidade.
“Lucas 23:41” Nós estamos recebendo o que merecemos. Ele não
pôs a culpa no diabo, na sociedade, no governo, no capitalismo, na globalização
no meio ambiente. Não argumentou ser negro, favelado e pobre, não disse que não
tivera oportunidade de estudar, pois o pai dele era alcoólatra e violento. Não
se queixou da sua igreja, da denominação, do seu pastor, do discipulador e da visão
da igreja.
Terceira
reação: Justiça.
“Lucas 23:41” Mas este nenhum mal fez. Ele fez esta declaração sem a menor garantia de
perdão e salvação. Talvez, muitos de nós pensasse assim: “Ele não está aqui à
toa. Alguma coisa ele fez”.
Quarta
reação: Humildade.
“Lucas 23:42” Senhor, lembra-te de mim quando entrares no teu reino. Ele
creu em Jesus, mesmo que a aparência da situação mostrasse um Jesus derrotado,
humilhado e sofrido.
CONCLUSÃO:
Todos nós aceitamos a sugestão de Jesus e tomamos a
nossa cruz. Umas mais leves, outras mais pesadas, outras quase insuportáveis. Mas como estamos lidando com elas?
De repente, sem ter um porquê, fomos levados a
carregar a cruz de alguém, ou carregar alguém que é uma cruz, como se fôssemos o
Simão da época moderna. Estamos no meio da multidão, onde tem gente mais
importante, mais forte, mas nós fomos os escolhidos a carregar esta cruz.
• Talvez você
seja alguém desiludido com a vida, com o casamento em ruínas, com os filhos
perdidos, com a vida financeira desmoronada, decepcionado com a igreja.
• Talvez
você tenha errado, pecado e as conseqüências chegaram agora; a crucificação
esta sendo feita. E esta crucificação está insuportável, dolorida demais,
vergonhosa demais, a ponto de você achar que Deus o abandonou e até orar
duvidando da divindade de Jesus.
• Talvez
você seja inocente, e esteja sendo crucificado por pura injustiça.
• Talvez
você nunca terá um reconhecimento, mas carregue esta cruz.
Jesus está nos dizendo: “Hoje mesmo estarás comigo
no paraíso”
Este paraíso pode não ser o céu, uma mansão
celestial cheia de glória e de alegria, mas, o paraíso hoje pode ser a solução
dos seus problemas, sim, hoje mesmo, aqui e agora.
Que tipo de aproximação
queremos ter do Senhor Jesus?
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