PEDRO
E JESUS
(João 18:4-27) “4 Sabendo, pois, Jesus todas as
coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se e disse-lhes: A quem buscais? 5
Responderam-lhe: A Jesus, o Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu. E Judas, que o
traía, estava também com eles. 6 Quando,
pois, lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra. 7 Tornou-lhes, pois,
a perguntar: A quem buscais? E eles disseram: A Jesus, o Nazareno. 8 Jesus
respondeu: {Já} vos disse que sou eu; se, pois me buscais a mim, deixai ir
estes, 9 para se cumprir a palavra que tinha dito: Dos que me deste nenhum
deles perdi. 10 Então, Simão Pedro, que
tinha espada, desembainhou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a
orelha direita. E o nome do servo era Malco. 11 Mas Jesus disse a Pedro:
Mete a tua espada na bainha; não beberei
eu o cálice que o Pai me deu? 12 Então, a coorte, e o tribuno, e os servos
dos judeus prenderam a Jesus, e o manietaram, 13 e conduziram-no primeiramente a Anás, por ser
sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano. 14 Ora, Caifás era quem
tinha aconselhado aos judeus que convinha que um homem morresse pelo povo. 15 E
Simão Pedro e outro discípulo seguiam a Jesus. E este discípulo era conhecido
do sumo sacerdote e entrou com Jesus na sala do sumo sacerdote. 16 E Pedro estava
da parte de fora, à porta. Saiu, então, o outro discípulo que era conhecido do
sumo sacerdote e falou à porteira, levando Pedro para dentro. 17 Então, a
porteira disse a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele:
Não sou. 18 Ora, estavam ali os servos e os criados, que tinham feito brasas, e
se aquentavam, porque fazia frio; e com eles estava Pedro, aquentando-se
também. 19 E o sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da
sua doutrina. 20 Jesus lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre
ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se ajuntam, e nada disse
em oculto. 21 Para que me perguntas a mim? Pergunta aos que ouviram o que é que
lhes ensinei; eis que eles sabem o que eu lhes tenho dito. 22 E, tendo dito
isso, um dos criados que ali estavam deu uma bofetada em Jesus, dizendo: Assim
respondes ao sumo sacerdote? 23 Respondeu-lhe Jesus: Se falei mal, dá
testemunho do mal; e, se bem, porque me feres? 24 Anás mandou-o, manietado, ao
sumo sacerdote Caifás. 25 E Simão Pedro estava ali e aquentava-se.
Disseram-lhe, pois: Não és também tu um dos seus discípulos? Ele negou e disse:
Não sou. 26 E um dos servos do sumo sacerdote, parente {daquele} a quem Pedro
cortara a orelha, disse: Não te vi eu no horto com ele? 27 E Pedro negou outra
vez, e logo o galo cantou.
Quando Jesus foi preso no Getsêmani,
Pedro reagiu com a espada e foi repreendido pelo Senhor, pois sabia o que
estava para suceder.
No momento em que prenderiam a
Jesus, Pedro agiu na impulsividade. Impulsos e primeiras reações nem sempre são
errados, mas freqüentemente apresentam perigos maiores. Pessoas que falam e
agem sem pensar podem fazer grandes confissões (Mt 16:16), ora em momentos
certos, ora em momentos inoportunos, ou podem se tornar pedras de tropeço (Mt
16:21-23). Nossos impulsos, nossa língua, e até os nossos pensamentos devem ser
controlados pela vontade de Deus (2 Pedro 1:6; Tiago 3:1-12; 2 Coríntios
10:5).
A Outra
Circunstância: Pedro no Meio dos Inimigos de Cristo
O outro discípulo entrou na casa do
sumo sacerdote, mas Pedro ficou na rua. Com certeza, estava com medo. E, pelo
fato de ter cortado a orelha do servo do sumo sacerdote, provavelmente sentiu
mais receio ainda quando se aproximou da casa deste líder dos judeus. Mesmo assim, João conseguiu levar Pedro
para dentro, onde este discípulo vacilante ainda ficou afastado, mais perto dos
guardas e servos.
Sem querer, João colocou Pedro numa
posição de grande provação. Não foi tão difícil para João estar no meio dos judeus,
mas Pedro não suportou a tentação.
Pedro negou a Jesus
Poucos metros distante de Jesus, Pedro
diferente do que aconteceu no Getsêmani não mostrou a mesma convicção e coragem
ao defender Jesus com sua espada. Agora Simão Pedro, três vezes negou a Jesus.
Vamos pensar sobre aquela noite.
Aproveitemos
algumas lições:
·
Quando a porteira
perguntou, Simão negou sua associação com Jesus (João 18:17). Ele começou muito mal. Se
tivesse entrado na casa já confessando a sua fé em Jesus, ele não teria mais
motivo para fugir da realidade. Deus promete uma saída de todas as tentações (1Coríntios
10:13) “Não
veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel {é} Deus, que vos não deixará
tentar acima do que podeis; antes, com a tentação dará também o escape, para
que a possais suportar”., mas Pedro não procurou esta saída, não ficou firme na fé. Podia ter pedido
ajuda ao irmão que estava próximo.
·
No meio dos guardas Pedro
aquentava-se, ele não
se identificou como discípulo de Jesus. Enquanto Jesus respondia sobre seus
discípulos e sua doutrina, a qual falava e ensinava abertamente sobre o reino
de Deus nada deixando em oculto, e sofria nas mãos dos guardas (João 18:19-22),
Pedro negou a Jesus pela segunda vez (João
18:25).
·
Por final, chegou um parente de Malco, aquele cuja
orelha foi cortada por Pedro no Getsêmani. Pedro negou a Jesus pela
terceira vez (João 18:26,27).Podemos imaginar o que passou pela cabeça
de Simão nesse momento. Talvez imaginasse que o parente de Malco procuraria
vingança. Mais uma vez, o medo tomou conta e o discípulo mostrou covardia. Em
vez de exaltar o seu Senhor, pensou em si, e queria se livrar da imaginada
ameaça de agressão. O fato é que Pedro
não teve como saber como esse homem reagiria à verdade. Se Pedro tivesse dito: “Sim, sou eu. Agi
por impulso e contrariei tudo que o meu Mestre me ensinou. Peço desculpas e dou
graças a Deus que Jesus curou o seu parente no mesmo instante”, como o homem
teria reagido? Teria mostrado ira contra Pedro, ou admiração e fé para com Jesus? Nunca saberemos, porque Pedro perdeu essa oportunidade.
Quantas oportunidades
nós perdemos porque imaginamos como alguém responderá antes de oferecer-lhe
oportunidade de ouvir a verdade? Será que nossa covardia, vergonha ou timidez
está impedindo a salvação de pessoas ao nosso redor?
Pedro Perante o Senhor
Pedro acabou de negar Jesus pela
terceira vez quando o galo cantou, cumprindo a profecia de Cristo e relembrando
esse discípulo das palavras de seu Senhor. Lucas acrescenta mais um fato
importante. Na hora que Pedro negou
a Jesus pela terceira vez, o Senhor olhou para ele, e Pedro chorou amargamente (Lucas
22:60-62).
Quando
negamos a nossa fé, pecamos, mas Jesus também olha para nós. Quando uma pessoa
boa tropeça e peca, a consciência acusa. Ela lembra das palavras do Senhor e
procura reconciliar-se com o seu Mestre. Quando a consciência do pecador não o
acusa, há algo muito errado. Ou a consciência não foi treinada pela palavra de
Deus, ou já foi cauterizada pelos costumes pecaminosos da pessoa (1Tm 4:2). Uma
das coisas mais assustadoras na vida do servo de Deus é de poder pecar contra
Deus sem sentir nada. A consciência inútil é sintoma de enfermidade ou até de
morte espiritual.
O
que Pedro viu quando Jesus olhou
para ele? Será que sentiu a rejeição por ter lhe rejeitado? Certamente merecia
isso. Será que viu a repreensão e a condenação por sua atitude pecaminosa na
hora de provação? Assim como Jesus não aprovou a atitude de Pedro quando sacou
da espada, será que pôde aprovar o fato de Pedro tê-lo negado. Ao mesmo tempo,
será que Pedro enxergou, no meio das acusações e injustiças dos homens, o amor
de Jesus e seu desejo de reconciliar-se com seu discípulo vacilante? Com
certeza, a vontade do Senhor é de trazer os seus servos falhos de volta à
comunhão com ele.
E
quando nós pecamos, o que enxergamos quando olhamos para Jesus? Se persistirmos
no pecado, precisamos sentir a repreensão e até a rejeição. Mas o pecador
arrependido encontra na pessoa de Jesus a vontade de perdoar e reconciliar-se. Jesus
nos ama, e quer nos salvar eternamente. É essencial enxergar a compaixão e o amor
no olhar de Jesus.
Algumas Lições
Há
lições importantes no exemplo de Pedro.
• Cuidado com as circunstâncias. Pedro
não resistiu a tentação da circunstância. A tática do maligno, muitas vezes, é
de usar os próprios servos de Deus para que neguemos a nossa fé.
• Quando enfrentar a tentação, procure a saída.
Ela existe, nunca é necessário pecar. Pedro não aproveitou as saídas que Deus
lhe ofereceu. Pense em algumas alternativas que ele não escolheu: (a) Não
entrar no lugar de tentação; (b) Confessar a sua fé abertamente; (c) Orar e
pedir ajuda a Deus; (d) Procurar a ajuda de João, o irmão que estava
perto; (e) Uma vez que Pedro se encontrou num ambiente mau, poderia ter
saído.
Mas, o que aconteceu depois da morte e ressurreição
de Jesus?
Sabemos
que Pedro, depois, reconciliou-se com Jesus e se tornou um grande apóstolo e
presbítero.
Quando
o Senhor Jesus quer nos colocar em posição de destaque, ele nos leva a prova de
fogo. Pedro pecou, negou ao Senhor, mas felizmente arrependeu-se. E o seu
arrependimento resultou em satisfação, e iluminação, pelo olhar de Cristo.
Levando-o novamente ao convívio com Jesus e seus discípulos. Só com um
verdadeiro arrependimento poderemos conviver com o Senhor Jesus.
(João 21:14-17), diz: “Já era a
terceira vez que Jesus manifestava aos discípulos depois de ressuscitado dentre
os mortos. Então chegou a hora de interrogar Simão Pedro dizendo: Simão, filho
de Jonas, amas-me mais do que estes? Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Jesus
fez-lhe a mesma pergunta por três vezes: “Tu me amas?” Pedro havia negado Jesus
por três vezes após sua prisão. E três vezes o Senhor pediu-lhe esta resposta,
“amas-me??”, mediante a sua afirmação, Jesus restaura Pedro porque ele foi
capaz de declarar três vezes, o seu amor pelo Senhor ressurreto. Nesta hora Jesus
incumbe a grande missão a Pedro, impondo-lhe a responsabilidade de apascentar
as suas ovelhas.
Quando
o Senhor Jesus quer nos colocar em posição de destaque, ele nos leva a prova de
fogo. Pedro pecou, negou ao Senhor, mas felizmente arrependeu-se. E o seu
arrependimento resultou em satisfação, e iluminação, pelo olhar de Cristo.
Levando-o novamente ao convívio com Jesus e seus discípulos. Só com um
verdadeiro arrependimento poderemos conviver com o Senhor Jesus. Dessa maneira
também nós temos a grande responsabilidade de apascentar as ovelhas para o
Senhor.
Ao longo dos anos, Pedro refletia na sua falha e, depois,
escreveu estas palavras: (1 Pedro 3:13-17) “13 E qual é aquele que vos fará
mal, se fordes zelosos do bem? 14 Mas também, se padecerdes por amor da
justiça, sois bem-aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; 15
antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre
preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão
da esperança que há em vós, 16 tendo uma
boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de
malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom procedimento em
Cristo, 17 porque melhor é que padeçais fazendo o bem (se a vontade de Deus
{assim} o quer) do que fazendo o mal.”
(I Corintios 13:13) - Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o
amor, estes três, mas o maior destes é o amor. Talvez estes sejam dias em que temos abalado a
nossa fé com as diferentes provações do dia a dia, talvez nossa esperança de
dias de manifestação do poder de Deus tenha se esvaziado e estes dias nunca
chegam, talvez o amor de Deus tenha se esfriado em algumas áreas de nossas vidas,
mas, Deus nos convida hoje a olhar pra Jesus, e Ele nos diz: não foi em vão, eu
certamente estarei com vocês até a consumação dos séculos, tenham bom ânimo, Eu
venci o mundo. Olhem pra mim, diz o Senhor, e verão coisas grandiosas que
ninguém jamais viu.
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